
Está aí um grande jogo, para ser lembrado por muito tempo. Quando coloquei God of War para rodar no meu fiel Playstation 2 fui fisgado de imediato. O estilo narrativo, a trilha sonora, a ambientação, a jogabilidade visceral... com menos de cinco minutos de jogo eu estava enfrentando uma Hidra! Sensacional. Cada vez entendia mais porque se falava tanto deste jogo. God of War carrega uma história épica e grandiosa passada na Grécia antiga e respirando mitologia grega pura. Você assume o controle de Kratos, ex general espartano que entregou a vida a Ares, o deus Grego da Guerra, em troca da aniquilação de seus inimigos. Agora, Kratos quer se vingar por causa do alto preço que teve que pagar ao irmão de Atena.
A coisa aconteceu assim: Kratos era um general sedento por glória e poder, conquistava todos os territórios por onde passava, ignorando até mesmo o apelo de sua mulher para que parasse com tudo aquilo. Certa noite seu exército "imbatível" travou uma batalha contra bárbaros do leste e foi massacrado. Kratos estava prestes a ter o crânio esmagado pelo martelo do chefe inimigo quando clamou por Ares. Se o Deus da Guerra eliminasse seus inimigos, ele lhe daria sua vida. Ares desceu do Olimpo e aceitou a oferta do desesperado general espartano. Os Bárbaros foram exterminados e daquele dia em diante Kratos serviu com fúria e vontade o seu deus salvador. Até que um dia, ao exterminarem mais uma vila, no calor da batalha, Kratos acabou matando sua esposa e sua filha. Naquele momento ele percebeu a grande idiotice que tinha cometido e jurou vingança. Jurou matar um deus. O Problema é que não há muitas maneiras de um mortal alcançar tal feito. Na verdade, só uma: Conseguir a caixa de Pandora. E assim, auxiliado por outros deuses do Olimpo que não agüentavam mais a brutalidade de Ares, especialmente Atena, que aproveita Kratos para salvar a sua cidade das garras de seu mal amado irmão, Temos que guiar o amaldiçoado general até a caixa de Pandora, para assim ele conseguir completar seu intuito.

Durante o caminho os deuses o agraciam com poderes especiais e conselhos. Como se pode notar, a história é realmente um dos pontos fortes do jogo sendo realmente a maior motivação para a progressão.
Mas nem tudo é maravilha.
God of War é um jogaço, sem dúvidas, mas não o considero superior ou mais importante que The Legend of Zelda: Ocarina of Time, como muitos dizem. É um jogo que, ainda assim, tem falhas importantes. A primeira é a dificuldade absurda no que diz respeito a alguns combates. Um jogador casual creio que jamais chegaria ao final do jogo, o que é uma pena. Uma coisa que não gostei também foi o seguinte: Se o sujeito morre quatro vezes o game pergunta se o camarada quer trocar para o modo fácil. Caramba, eu resisti muitas e muitas vezes a esta tentação, até que, mais ou menos no final do jogo, na batalha contra aquele desgraçado do minotauro gigante, eu cedi. Ou seja, 80% do jogo eu fiz no modo normal e cerca de 20% no fácil. Achei errado este tipo de coisa. Se o cidadão escolhe uma dificuldade para jogar que se vire com ela até o final. A gente morre, morre, morre, mas tem uma hora que vai, poxa! Agora, de quatro em quatro mortes ficar tentando o jogador é lasca!Tenho certeza de que se não tivesse esse detalhe eu o terminaria no modo normal do mesmo jeito, cedo ou tarde.
Outro ponto bastante negativo são os inúmeros (e chatinhos) pontos da famigerada tentativa e erro. Algumas vezes passam logo, mas outras... (leia-se: colunas de lâminas do Hades)
O combate também pode ficar repetitivo às vezes. Por mais ataques novos que você aprenda e que lhe permitam executar combos sensacionais tem hora que cansa ficar batendo naquela horda de inimigos.
Mas agora que eu bati um pouco vou terminar este Review elogiando um pouco mais. Os gráficos e cenários são belíssimos, a trilha sonora magistral e os enigmas muito interessantes e até que originais. Para mim, depois da história foram o melhor do game. Gostei também da forma realmente adulta do trabalho, sem frescura na hora de colocar nudez feminina e cenas de impiedosa violência.

Termino destacando a tocante história do Titã Cronos e o palácio de Pandora, uma das melhores, senão talvez a melhor, e maiores Dungeons que já lembro de ter encarado. Lembrei muito de Zelda ali dentro, o que é algo ótimo, sem dúvida. Ah, aquela “imagem do futuro” que retratava um mortal encarando o próprio Zeus foi algo bem marcante também. Sutil, mas inesquecível.
Após tantas linhas só posso concordar com o coro: God of War é um clássico e merece ser jogado, mas não é perfeito como muitos apregoam e não é o melhor jogo do mundo, como outros dizem. Mas vale muito a pena mesmo, assim como sua sequência, mas isso fica pra outro dia.
Nota 8.5

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